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MAIS UM ABSURDO QUE ENVOLVE O GOVERNO

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Patrimônio de Agnelo Queiroz subiu 413%.

Agnelo Queiroz enfrenta um novo desafio: a denúncia de que seu patrimônio 
aumentou 413% entre 2006 e 2010
São Paulo - Fortalecido, nos últimos dias, por uma blindagem organizada pelo PT, que conseguiu derrubar cinco pedidos de impeachment contra ele na Câmara Distrital do Distrito Federal, o governador Agnelo Queiroz enfrenta um novo desafio: a denúncia de que seu patrimônio aumentou 413% entre 2006 e 2010. Os dados foram extraídos de suas declarações de imposto de renda daquele período e revelados pela revista Época desta semana. Eles são parte de um processo que corre na Justiça Federal, no Rio de Janeiro.

Essa rápida evolução de patrimônio não combina com as informações que ele entregou à Receita Federal ao longo dos quatro anos. Em 2006, quando se candidatou ao Senado, Agnelo dizia ter três automóveis e um apartamento e um total de remuneração de R$ 189.899. Num gesto de larga generosidade, doou então ao seu partido na época, o PC do B, nada menos que 22,7% de sua renda bruta, exatos R$ 42.368.Segundo a revista, Agnelo declarou em 2006 um total de bens de R$ 224.350. Na declaração de 2010, esse número quintuplicou, chegando a R$ 1.150.322. Entre uma e outra, o governador comprou dois apartamentos e uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. A declaração não inclui bens de Agnelo, mas apenas rendimentos - pois, segundo ele, os bens estão registrados no nome de sua mulher, Ilza Queiroz.

Em 2007, segundo a reportagem, a renda declarada do governador não foi além de R$ 57.642. E, por oito meses do ano, antes de ser convocado pelo governo para uma diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), teria recebido apenas um salário mensal de R$ 3 mil como médico da rede pública.
Declaração conjunta - Em nota que divulgou a respeito, o governador informa que a declaração de 2010 "foi apresentada em conjunto com a esposa". A reportagem observa que não há nenhum bem em nome do governador em suas declarações de 2003, 2004, 2005 e 2006.
O texto traz um histórico das relações de Agnelo com dois ex-integrantes do PC do - João Dias, autor de denúncias que ajudaram a derrubar o ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), e Daniel Tavares, que revelou em vídeo ter depositado um valor de R$ 5 mil na conta de Agnelo em janeiro de 2008. Esse vídeo foi divulgado por parlamentares da oposição, na semana passada. Ele afirma que o depósito era o complemento de uma propina de R$ 50 mil, acertada com o governador.

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